Conservemos o amor mútuo entre nós

(Mensagem do padre Fernando Santamaria, no programa “Sorrindo pra Vida”, da TV Canção Nova, desta sexta-feira, dia 17 de janeiro de 2014.)

A Palavra meditada, está em I São Pedro 4,7-8:
“O fim de todas as coisas está próximo. Sejam, portanto, moderados e sóbrios, para se dedicarem à oração. Sobretudo, conservem entre vocês um grande amor, porque o amor cobre uma multidão de pecados.”

Jesus vai voltar

A comunidade cristã tem, desde o início, uma grande esperança em relação à volta de Jesus. Então, São Pedro traduziu, nesse trecho, a expectativa daquele grande Amigo que vai voltar para nos levar para longe, para um mundo novo, fora da realidade de pecado, de tentação, de contradição e ódio que existem em nosso meio. O Senhor, que voltará glorioso para nos levar a um mundo novo, longe da indiferença, é o mesmo que vem ao nosso encontro hoje, nesse mundo que pode e deve ser melhor.

“O fim de todas as coisas está próximo.” Aqui, “fim” não significa destruição, sem tempo para a esperança e para a conversão. Pelo contrário, o retorno do Senhor é iminente, Ele nos concede um tempo até esse “fim”. Por isso, essa Palavra propícia para quem se prepara para o mundo novo, fazendo dele um lugar melhor.

“Sejam, portanto, moderados e sóbrios, para se dedicarem à oração.” É claro que, na vida, vivemos muitos momentos de confusão, mas a Palavra nos pede que busquemos a sensatez. Ela sabe e revela que, em Deus, é possível darmos uma resposta diferente e promovermos um mundo melhor a partir do nosso interior. Mesmo com a nossa tendência ao mal e à indiferença, podemos confrontar esse homem velho, para experimentarmos a presença amiga do Senhor, que quer nos levar para longe.

Vivamos com esperança, sensatez, vigilância e oração. O Senhor está voltando, mas nos dá um tempo para que nos convertamos e experimentemos o Seu amor. Deixemo-nos conquistar por esse Amigo, pois Ele nos levará para longe do pessimismo.

O Senhor vai voltar e levar toda a criação para a plenitude. Oremos, elevemos nosso coração a Deus. Vigiemos, sejamos uma pessoa sensata e, sobretudo, vivamos o amor mútuo. “Sobretudo, conservem entre vocês um grande amor, porque o amor cobre uma multidão de pecados.”

O que nos desprepara, de fato, para a volta de Jesus é o pecado. Ele acontece, quando se esfria em nós o amor, principalmente o amor mútuo.

Como alimentar o amor mútuo sem conversa, sem comunicação? O Papa tem anunciado que estamos vivendo em um mundo de indiferenças, e onde há indiferença, não há comunicação nem amor. Amor é perdão.

Quanto mais nos relacionarmos com Jesus, pela Palavra, pela oração e pelos sacramentos, mais Ele nos levará para longe de um coração parado nas feridas, nos ressentimentos, nas coisas que não prestam, devido a situações ruins que nós vivemos.

Preparar-se para a volta de Jesus é cultivar o amor mútuo, principalmente quando o coração é ferido. Sentimentos ruins só nos levam em direção à indiferença. Perdoar não é fácil, mas, em nome de Jesus, abra o seu coração para esse caminho de cura interior.

Hoje, o nosso grande Amigo quer nos levar para longe de tudo o que não promove esse amor que nos prepara para a Sua volta. Ele, que tanto nos ama, vai ao encontro das nossas feridas para fazer conosco o caminho que nos conduz ao cumprimento de Sua Palavra; basta que confiemos n’Ele.

Os santos nos ensinam que, enquanto vivermos no amor e na amizade com Cristo, quando chegar a hora de partir, estaremos preparados para o encontro com Ele. E, quando Ele voltar glorioso, voltaremos junto d’Ele para esse mundo novo.

Enquanto o Senhor não voltar, não caiamos no pessimismo e na indiferença. É hora de evangelizar e espalhar o amor mútuo.

“Convido você a confiar na Palavra do Senhor, a qual diz que Ele está voltando. Não precisamos ter medo, mas nos enchamos de esperança, pensemos que esse mundo de pecado vai acabar e que a plenitude chegará. Preparem-se, acreditem que é possível viver a sensatez, a vigilância, a oração e, sobretudo, o amor mútuo.”

(Fonte)

Esforça-te e Eu serei contigo!

Após a morte de Moisés, servo do Senhor, o Senhor disse a Josué, filho de Nun, assistente de Moisés:
Meu servo Moisés morreu. Vamos, agora! Passa o Jordão, tu e todo o povo, e entra na terra que dou aos filhos de Israel.
Todo lugar que pisar a planta de vossos pés, eu vo-lo dou, como prometi a Moisés.
O vosso território se estenderá desde esse deserto e desde o Líbano até o grande rio Eufrates – todo o país dos hiteus – e até o mar Grande para o ocidente.
Enquanto viveres, ninguém te poderá resistir; estarei contigo como estive com Moisés; não te deixarei nem te abandonarei.
Sê firme e corajoso, porque tu hás de introduzir esse povo na posse da terra que jurei a seus pais dar-lhes.
Tem ânimo, pois, e sê corajoso para cuidadosamente observares toda a lei que Moisés, meu servo, te prescreveu. Não te afastes dela nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas feliz em todas as tuas empresas.
Traze sempre na boca (as palavras) deste livro da lei; medita-o dia e noite, cuidando de fazer tudo o que nele está escrito; assim prosperarás em teus caminhos e serás bem-sucedido.
Isto é uma ordem: sê firme e corajoso. Não te atemorizes, não tenhas medo, porque o Senhor está contigo em qualquer parte para onde fores. (Josué 1,1-9)

Deus nos ajuda, mas espera que não nos acomodemos na preguiça, que sejamos sábios, façamos a Obra que Ele nos deu para fazer.

“Trabalha, esforça-te, tem bom ânimo e Eu te ajudarei”, dando-te o pão de cada dia.

E é tomando posse desta palavra que tenho encontrado forças para superar meus problemas pessoais, me dedicando um pouco mais a esta nova atividade, que já está me proporcionando um dinheirinho extra, vejam meus últimos trabalhinhos:

100_5823 021 022 023 025 029 100_5796 100_5800 100_5802 100_5804 100_5809 100_5811 100_5813 100_5817 100_5818 100_5819

guirlanda nome chaveiro cachorrinho feltro almofada carrinho feltro (1) lembrancinha feltro almofada carrinho feltro Almofada infantil feltro (4)

Para eu não criar um novo blog sobre artesanato, abri um espaço aqui mesmo e aproveito para divulgar o nosso blog entregando a mercadoria com um cartãozinho. A pessoa entra no link e deixa um recado no formulário de contato acima. Então acabo evangelizando as pessoas que encomendam as coisinhas que faço… legal, né?

E aí, o que estão achando das postagens sobre os Mandamentos?

Deixem seus comentários e mandem sugestões de novas postagens, ok?

Uma feliz semana a todos! Paz e bem!

Quanto precisamos?

sermão da montanhaO Conde Leon Tolstoi, um rico aristocrata russo, nascido em 1828, passou por uma crise religiosa em torno dos seus 40 anos.

Insatisfeito com a religião tradicional russa, ele descobriu o Sermão da Montanha.

Ele começou então, a tentar viver aquela mensagem de simplicidade, amor e perdão. Ele doou parte de sua fortuna, fundou muitas instituições de caridade e começou a proclamar o evangelho.

Você provavelmente já ouviu falar dele por causa de suas obras literárias e especialmente por seu livro “Guerra e Paz”.

No final de sua vida ele escreveu inúmeras estórias pequenas e parábolas que falavam da vantagem de viver segundo os princípios do Sermão da Montanha.

Numa delas, chamada “De Quanta Terra um Homem Necessita?”, ele conta a estória de Pahóm, um peregrino que queria ter seu próprio pedaço de terra.

- Se eu tiver terra suficiente, eu não terei medo nem do diabo, dizia ele.

O diabo ouviu Pahóm se gabar e colocou oportunidades para que Pahóm obtivesse mais e mais terra. Mas ele nunca se satisfazia, e resolveu mudar-se para as regiões desabitadas do interior da Rússia nessa sua busca incessante.

Lá, o chefe da região lhe deu um desafio enorme. Ele poderia começar a caminhar de manhã e poderia ficar com a terra que ele conseguisse circular até o entardecer.

Ele saiu ao amanhecer e, motivado pela ganância, tentou circular uma enorme extensão de floresta. Ele chegou trôpego ao ponto inicial no final do dia, exausto.

Quando suas mãos tocaram a linha de chegada, ele caiu no chão. Pahóm estava morto!

Tolstoi concluiu com estas palavras:
“Do topo de sua cabeça até seus calcanhares, 1m90cm de terra, era tudo que ele precisava”.

Quando estamos obcecados com a aquisição de bens – terras, carros, roupas de grife – estamos escolhendo o caminho errado. Nosso objetivo maior deve ser dar, não obter. Afinal, o que levamos desta vida?

É disso que o Sermão da Montanha fala. Como a consciência da brevidade da vida pode nos ajudar a ter mais sucesso, a ser mais felizes?

Não quero dizer que não devamos lutar para ter conforto, viajar, enfim aproveitar a vida de forma equilibrada, mas obsessão é pecado, pois nos rouba o tempo que podemos gastar com as pessoas importantes da nossa vida porque estamos “correndo atrás do vento”.

Você gostaria de ser lembrado como alguém que conquistou muitas coisas ou muitas pessoas?

O que fazer diante dos “leões” das tentações?

A leitura em que Daniel foi lançado na cova dos leões muitos conhecem. Quem não conhece vale a pena dar uma lida, está no livro de Daniel, capítulo 6.
Mas o que importa aqui é o básico: Daniel foi lançado em uma cova cheia de leões, e a ele não aconteceu nada. Quando o rei resolveu ver o que “havia sobrado” de Daniel, o encontrou são e salvo.

 A figura acima ilustra essa passagem. O nome dessa pintura é a “Reposta de Daniel ao Rei”. Com esse nome pensamos que ela seja um “retrato” do momento que o rei chega à porta da cova e chama por Daniel.
Mas meditando na pintura podemos entender que aquela foi a postura de Daniel durante o tempo que ficou preso na cova. Foi por causa dessa postura que ele foi livrado dos leões: Ele não se preocupou com eles, voltou-se para Deus. Deem uma olhada na foto e reparem como ele está de costas para o inimigo e voltado para uma brecha de luz.
Na nossa vida também encontramos vários leões. São várias as leituras que dizem que estamos rodeados de inimigos, por exemplo, na carta de São Pedro: “Sede sóbrios e vigiai, o vosso inimigo, o Demônio, anda ao redor de vós como um leão que ruge, buscando a quem devorar.” Essa leitura compara o demônio a um leão, mas existem outros: os leões das tentações de abandonar a fé, do medo do futuro, da desconfiança do amor de Deus, da intriga com os amigos e/ou familiares, das preocupações meramente materiais…
E esses leões com certeza nos amedrontam alguns dias, e em algumas ocasiões, várias vezes no mesmo dia. Quando isso acontece sentimos o seu “rugir” e nos desesperamos.
A pintura nos ensina o segredo para enfrentar esses leões: é só não olhar para eles.
A nossa preocupação deve ser olhar para o Senhor, nosso sustento, nosso Deus que nos ama. Por acaso, adianta acariciar um leão esperando que quando tiver fome ele não nos devore? Ou adianta lutarmos com um leão usando nossas mãos? Ou ainda rezar na esperança que um dia o leão se converta e coma apenas legumes?
Leões serão sempre leões, tentações serão sempre tentações, preocupações nós sempre teremos…
A tentação, mesmo quando parece bonitinha, feita um leãozinho, não deve ser acariciada, pois ela vai crescer.
Os medos, desejos errados e outros “barulhos interiores” não vão se afastar se ficarmos degladiando com eles.
Temos que tratá-los como se trata uma criança que faz birra sem motivo: deixe-a chorar até cansar.
Nossas más tendências não vão se converter só por rezarmos. Nosso pecado original sempre sugerirá que optemos pelo mais fácil e prazeroso, mesmo que seja pecado.
A solução, a maravilhosa solução: Olhar para Jesus, olhar o céu… E não desviar o olhar por nada.
Diante de um leão, eu posso cair na tentação, tentar me livrar dele de alguma forma, ou me voltar para Deus, ignorando o leão, e assim o Senhor combate em meu lugar, a Sua luz manda embora as trevas.

(Renê Amaral - Oblato Corpus Christi)

(Fonte)